ROGUE ONE: UMA HISTÓRIA STAR WARS SUPERA AS EXPECTATIVAS

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Rogue One: uma história Star Wars é o primeiro filme da Antologia Star Wars. Precedendo o filme do Han Solo (com estreia prevista nos Estados Unidos em 25.05.2018) e do Boba Feet (ainda não confirmado oficialmente), ele está “localizado” entre o episódio III, “A vingança dos Sith” (2005) e o episódio IV, “Uma nova esperança (1977) e serve de suporte à clássica space opera.

Neste spin-off, Jyn Erso (Felicity Jones – “A teoria de Tudo”, 2014), uma moça indisciplinada e imprevisível, une-se aos rebeldes a fim de roubar os planos da temível estrela da morte. A narrativa, diferentemente dos demais filmes da saga, não trata da família Skywalker, enveredando sobre a história de personagens menores, porém muito relevantes à construção do universo Star Wars.

A direção é de Gareth Edwards que encabeçou “Godzilla” (2014) e “Monsters” (2010), tendo alcançado resultados excelentes integrando a câmera ao centro das batalhas culminando em uma das melhores cenas de combate espacial de toda a saga. Além disso, o diretor incorporou, utilizando recursos da Industrial Light and Magic, certos trechos e diálogos inéditos da sequência da batalha espacial não usados no Episódio IV – “Uma nova esperança”. Os planos de cena com o red leader, piloto Garven Dreis (o falecido Drewe Henley) e o gold leader, piloto Jon Vander (Angus MacInnes) são tirados da obra original que foi filmada há quarenta anos! Ficou espetacular!

Rogue One nos é presentado como um filme de guerra, mais maduro que as aventuras anteriores da saga e mais voltado aos fãs cativados pela trilogia original. Existe um ar de que “os fins justificam os meios”, assim como do que é moralmente aceitável em uma rebelião. Mortes relevantes e impactantes permeiam toda a obra, daí surgindo um senso de sacrifício.

Quanto à narrativa, esta poderia ter sido mais harmônica e existem vários personagens pairando à beira da história, não havendo tempo para desenvolver uma empatia, até mesmo em relação aos protagonistas. Talvez se não fosse um grupo tão grande haveria como nos relacionarmos melhor com as motivações e o desenvolvimento dos personagens. Ao ver o filme, corremos o risco de sentir um pouco a ausência da memorabilidade intrínseca dos heróis e vilões do universo Star Wars. Entretanto, o foco está mais apontado para a sequência dos fatos e a missão dos rebeldes, surgindo uma coesão na medida em que os personagens a todo o momento precisam se arriscar física ou emocionalmente.

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A iconografia da saga em Rogue One é muito forte e o filme é repleto de referências relativas a outras obras da franquia, o que torna muito melhor a experiência. (Muito “fan service” excelente!) Também podemos conhecer mais sobre as civilizações, religião, história e regras do universo Star Wars no ambiente cinematográfico. Aqui não há jedis, lutas com sabres de luz e vilões surpreendentemente expressivos, elementos notórios da fórmula star wars, todavia vemos respondidas várias perguntas que nós fazíamos há tempos, tais como: como uma arma tão poderosa e letal detinha uma falha de projeto possibilitando que Luke a destruísse apenas com um ‘raiozinho”?

Felicity Jones está muito bem em cena conseguindo captar a motivação da personagem, mesmo se distanciando do carisma de uma Rey. Na mesma linha, Diego Luna mesmo sem tanta expressividade, conseguiu manter o ritmo do Capitão Cassian Andor. Ben Mendelsohn, o diretor das forças armadas imperiais, Orson Krennic estava muito subserviente e preocupado com aceitação para encarnar um vilão imponente, no entanto, quando Darth Vader aparece usando a força e o sabre de luz vermelho, compensou (e muito!) essa falta, inclusive fazendo com que saíssemos com uma impressão bem melhor do filme. Donnie Yen, o Chirrut Îmwe, tem ótimas cenas de ação, acredita e usa a força a seu modo, conquistando, assim, a simpatia dos fãs. K2SO, com voz de Alan Tudyk está excelente e sua participação vai além de ser um alívio cômico.

A trilha sonora de Michael Giacchino (Ratatoulle e Carros 2) nos remete à ação e emoção de Star Wars, afastando-se um pouco da ideia de trilogia. Porém, mesmo estando inferior à memorável obra de Jonh Williams consegue manter sua própria identidade.

Rogue one representa um resgate do que é Star Wars, após os prequels e o “Despertar da força”, estando o universo dessa space opera muito vivo nas telas e a partir de uma perspectiva diferente, conseguindo envolver os fãs numa viagem sem volta.

5 barrinhas para Rogue One: uma história Star Wars.

Roberta Christie

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Publicado em 2 de janeiro de 2017, em Barra Nerd. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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